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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

FÓRMULA TRUCK CHEGA A BUENOS AIRES COM PREDOMÍNIO DOS CAMINHÕES COM CÂMBIO ZF



Pista argentina, com contrastes entre longas retas e miolo travado, é desafio para as equipes na escolha da melhor transmissão

Sorocaba (SP), 10 de setembro de 2009 - A Fórmula Truck chegará a Buenos Aires no próximo dia 20 de setembro com as atrações que fizeram dela uma das principais categorias do automobilismo brasileiro e com os caminhões Constellation Volkswagen nas duas primeiras posições do campeonato brasileiro.

Outra característica da competição é o fato de os caminhões dos três primeiros classificados (e também o do quinto) serem equipados com transmissão ZF. E é justamente a transmissão dos veículos um dos sistemas mais importantes na luta entre as equipes para a primeira corrida de Fórmula Truck fora do Brasil.

A prova será disputada no circuito número 8 do Autódromo Juan e Oscar Gálvez, com 3.380 metros de extensão, formado por uma mescla radical entre três longas retas e um miolo composto de cinco curvas seguidas com uma delas de baixa velocidade. Esse traçado vai exigir das equipes um trabalho estratégico para a escolha da melhor relação de marchas da transmissão e do diferencial mais adequado a essa pista.

Os paulistas Valmir Benevides, com 128 pontos, e Felipe Giaffone, com 109, esperam que a etapa argentina proporcione um passo importante para consolidar a vantagem acumulada ao longo das primeiras seis etapas do campeonato. O líder e vice-líder esperam regressar ao Brasil com uma diferença ainda maior para os demais adversários e garantir a conquista do título deste ano.

Valmir Benevides entrará na pista do Autódromo Juan e Oscar Gálvez 35 pontos à frente de Roberval Andrade, terceiro classificado, que demonstrou forte evolução nas últimas provas (vitória em São Paulo e segundo lugar em Londrina), com caminhão Scania, e 48 pontos a mais que o paranaense Wellington Cirino, com Mercedes-Benz. Essa vantagem foi estabelecida pelo acentuado domínio dos caminhões Volkswagen na competição, com quatro vitórias nas seis primeiras etapas. Três delas foram obtidas por Felipe Giaffone e uma por Valmir Benevides. As vitórias nas duas outras provas foram de Roberval Andrade, com caminhão Scania, em Interlagos, e Geraldo Piquet, com Mercedes-Benz, em Fortaleza.

A ascensão de Roberval Andrade constitui-se em atração adicional para a corrida de Buenos Aires. Desde a etapa de Goiânia, quando passou a utilizar o câmbio ZF 6S 1550, de seis velocidades, o piloto da equipe RVR Motorsport melhorou o desempenho de seu Scania. A transmissão ZF permite melhor aproveitamento da potência e do torque do motor em virtude do conjunto de relações que reduz o número de mudanças ao longo das provas. Roberval considera que o novo câmbio, aumentou as condições de lutar pela vitória, o que gera mais emoção para o público argentino e dá brilho ainda maior ao campeonato, pelo número de pilotos em disputa pelo título da temporada.

Autódromo de Buenos Aires

O Autódromo Juan y Oscar Gálvez é um dos mais importantes da América do Sul e já foi considerado o principal símbolo do automobilismo da região. Construído no período em que o general Juan Domingo Perón foi presidente da Argentina e inaugurado no dia 9 de março de 1952, com a disputa da Copa Perón, teve como vencedor Juan Manuel Fângio, com uma Ferrari 166FC, seguido pelo também argentino Froylan Gonzalez, com Ferrari 166CD, e pelo brasileiro Chico Landi, com Ferrari 125C.

A corrida de Fórmula Truck será disputada pelo circuito número 8, considerado o mais indicado para os pesados caminhões da Fórmula Truck, com 3.380 metros de extensão e que mescla três longas retas e um miolo formado por cinco curvas acentuadas, que exigem muita perícia dos pilotos, perfeito acerto dos veículos e um eficiente sistema de transmissão para melhor aproveitamento do traçado da pista.

A importância da transmissão

As equipes que disputam a Fórmula Truck reconhecem que o bom desempenho de um veículo depende do conjunto formado por piloto e equipamento e que todos os sistemas mecânicos devem funcionar em harmonia e de forma eficiente. Todos realçam a transmissão como um ponto importante, pela robustez que evita quebras, precisão nas mudanças, e pelo escalonamento de marchas para as diferentes características de cada pista.

A participação da ZF na Fórmula Truck envolve assistência direta da fábrica às equipes e a utilização das pistas como laboratório de desenvolvimento. Por esse aspecto, justificam as três primeiras posições na classificação geral, com Valmir Benevides, Felipe Giaffone e Roberval Andrade, assim como a quinta posição de Renato Martins.

O terceiro lugar no campeonato de Roberval Andrade foi conquistado por intermédio de eficientes atuações, especialmente nas últimas corridas, quando passou a utilizar em seu caminhão o câmbio ZF 6S 1550.

Depois de um terceiro lugar obtido na abertura do campeonato, em Guaporé, Roberval enfrentou problemas nas provas de Fortaleza (da qual foi desclassificado) e de Caruaru (nono colocado). A partir da quarta etapa, em Goiânia, onde obteve a pole position, mas terminou em nono lugar por outros problemas mecânicos, optou pela transmissão produzida pela ZF..

A vitória em Interlagos e o segundo lugar em Londrina permitiram que atingisse a terceira posição no campeonato e esses resultados o credenciam a lutar pela vitória em Buenos Aires e a entrar na disputa do título da atual temporada.

A mesma evolução é apresentada pela Scuderia Iveco, que melhora de desempenho a cada competição, num concreto processo de evolução. Beto Monteiro, principal representante da equipe, levou o Iveco Stralis ao quarto lugar, em São Paulo, e à quinta posição, em Londrina, os melhores resultados obtidos pela equipe desde a estreia no campeonato, no ano passado. Os caminhões Stralis também são equipados com transmissão ZF.




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